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[4.11.05]
Talvez eu não tenha me explicado bem no ultimo post. O problema não é examinar uma paciente que esteja sentada em pose de frango de padaria (ta ai, adorei essa definição), embora o ginecologista deva se sentir, nesse momento, um verdadeiro porteiro de boate (trabalha onde os outros se divertem, fica na porta e nunca entra). O problema é a grande chance de casos bizarros que podem vir a parar na sua mão, principalmente se você atender em hospital público ou beneficente.
Na minha opinião, uma mulher só pode apresentar infecção com corrimento ali embaixo, na maioria absoluta dos casos, se tiver uma higiene deficiente. Assim, mesmo de luva, deve ser bizarro imaginar que se está enfiando o dedo num lugar que é mais sujo do que já seria normalmente (por que não se enganem, tanto ali quanto o pinto são bem sujos naturalmente).
E sim, ser urologista ou proctologista deve ser igualmente bizarro, realmente eu não gostaria de ganhar a vida mexendo no pinto ou no fiofó dos outros. E rezo a Deus que, quando eu chegar aos 40 anos, já tenham inventado uma laternativa ao exame de toque.
por Lucas * 10:01 PM
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