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[26.4.05]
Chuva
Chove, chove sem parar lá fora. E com a chuva, vem aquele cheiro de terra molhada ou cheiro de ozônio, como diria o meu pai, embora eu prefira de terra molhad,a é mais poético. Esse cheiro, para mim, é cheiro de passado, cheiro de infância. Me lembra da casa da minha avó em Gramado, com lareira e pinheiros e, nos dias frios, ela botava folhas de eucalipto no fogo, para largar um cheiro bom no ar.
Hoje, não há mais avó. Hoje, não há mais casa, essa foi vendida e, graças ao novo dono, não há mais pinheiros na casa da minha avó. Hoje, aqui, só há chuva e um coração só.
por Lucas * 9:41 PM
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